Sem um absoluto há angústia

Não há mais imperativos incondicionais. Não há mais valores absolutos. Nada é eterno, e não há parâmetro universal. E quanto mais conservador mais frustrado se é. Desde que o certo não é mais tão certo, ou não é sempre certo, que a angústia aumentou, e com isso aumenta ansiedade, depressão, e outros transtornos por tentarmos nos apegar a algo de absoluto em meio a tanta inconstância.

Tudo muda muito rápido, liquidez é um conceito muito batido, mas quando essa fluidez alcança os nossos valores e ideais é que sentimos a angústia, quando não sei nem mesmo se amanhã continuarei buscando isso que busco agora.

Os valores são relativos. O certo aqui e agora não foi sempre certo aqui. E não é certo em qualquer lugar agora. Os valores mudam, se moldam. Nietzsche diria que os valores são confissões do que alguém acredita ser bom, melhor, etc.

Não há valor dos valores nem o ideal dos ideais. Há você e eu na nossa singularidade, cada vez mais singular dentro das infinitas vidas que podemos viver, e das quais temos de desistir em nome de uma única existência angustiante.

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