Somos e sofremos na inconsciência

Aquele fulano que acredita ser muito mais atraente do que é, ou muito mais rico do que é. Eles são motivo de chacota pela sua ignorância a respeito dos próprios atributos. E a forma mais sutil dessa super estimativa se encontra naqueles que se acham mais inteligentes do que de fato são. Sãos casos de quem claramente diz ser que não é. Mas todo ser humano normal tem essa inconsistência em sua fala.

Existe uma distância entre o eu falado e o eu real. Essa distância é o próprio sofrimento, e ela nunca será totalmente preenchida. A distância entre o que se fala e a coisa de que se fala sempre existirá porque a fala nunca será suficiente. O que está ao nosso alcance é mudar a fala, aumentar seu alcance, diversificar as possibilidades de simbolização com a fala. E a isso a terapia serve muito bem.

Sempre vamos sofrer por não ser exatamente o que dizemos ser. Essa distância é normal até certo ponto. Alguém que está totalmente distante e sem sintonia com o que fala está numa patologia. O patológico é assim, sempre dizendo o que não é, e sempre sendo o que não diz.

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