Sintoma não é sofrimento, é solução

Insônia, ansiedade, formigamentos, dores crônicas, distúrbios sexuais, choros e desmaios. São formas bem comuns de lidar com os problemas pessoais. O sintoma cobre o buraco de um lado e descobre do outro. Em alguns casos o indivíduo está plenamente bem com seu sintoma até que algo mude e seu caro amigo sintoma comece a gerar sofrimento. Sofrimento acontece com sintomas ou sem, e por causa do sintoma, ou por causa de qualquer outra contingência.

Sofrer tem a ver com a forma como contamos nossa história, o sofrimento é uma narrativa que se constrói em torno de situações vividas. E o sintoma pode inclusive ser uma forma de alívio do sofrimento (como no clássico exemplo do obsessivo compulsivo que lava demais as mãos). O problema é que quando passamos por transições de vida (novo relacionamento, mudança de emprego, filhos que saem de casa) aquele sintoma que sempre funcionou deixa de ser funcional.

Terapia não é uma forma de suprimir o sintoma, até porque ele nunca é erradicado, ele volta de outras formas. Terapia é uma forma de fazer as pazes com o sintoma, com você, com seu vazio e com o mal estar inerente à vida. Terapia é um árduo caminho para que possamos trabalhar e amar de modo a sofrer menos e contar nossa história com alegria.

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