Responsabilidade mútua

O outro tem questões, e estar em um relacionamento significa fazer dos problemas do outro problemas seus também. Isso mesmo, não há união para redução de problemas, na melhor das hipóteses você troca os problemas da solidão pelos problemas da convivência.

É de responsabilidade de cada um lidar também com as questões do parceiro, e as questões mais profundas podem ser (e geralmente são) transferidas para o parceiro, aquele que está ali presente, vulnerável e fácil de culpar por qualquer frustração.

Talvez os votos de casamento mais sinceros seriam algo como: “eu prometo me frustrar, com você e somente com você pro resto da minha vida”. Dizer que as questões do outro são questões do outro não te exime de responsabilidade nenhuma. E esconder as próprias questões não te torna mais independente nem mais forte.

A escuta é o essencial, mas quando a escuta falta o sintoma aparece, em forma de briga, dor de cabeça, estresse, fadiga. O sintoma é uma forma de gritar aquilo que o outro não escuta ou não quer escutar. E quando chega muito longe há tantas camadas de ressentimento que fica insuportável a presença do outro.

É então necessário um profissional que vai ajudar o casal a passar por todas as barreiras, escutar um ao outro e até escutar a si mesmo.

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